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vinho tinto

vinho tinto

26
Mar13

...

a cabeça do mais colorido está em chamas

os muros, derretidos, deitam-se aos seus pés

e os besoros estragam o sil^encio das casas

com voos rasantes e muito amarelos

 

a cara dos sargentos sangra sonhos imóveis

as mãos dos escritores sufocam móveis antigos

em dunas de sentimentos primários

e em praias de homens despidos de mel

 

já não sei poemas de memória

como não sabem que os sabia

sem nunca ter lido um

 

23
Mar13

...

apenas a

transparência

separa o sonho do real

e é ela que quando embacia

protege os amantes

das cascatas indiscretas

que brincam lá fora

 

sobre a mistura de peles

o inverno aquece os corpos

e a hábil confusão aquece o sangue

 

e gotas caiem do teto

quentes

21
Mar13

...

os meus dedos

são apenas comandos sem fios

que controlam palavras

e gostam de tomar banho

18
Mar13

...

o infinito deixa resíduos de sol

na pele das mulheres velhas

e os insultos vermelhos

soltam-se do vento

para se prenderem

nos ossos de pedra da terra

 

o silêncio da voz

contrasta com o gritar

dos dedos

dentro de uma fonte de carne

que inspira os sonhos de seda

das águias e dos poetas

 

na longa e demorada

vertigem da noite

a fria fogueira de sangue

que queima lentamente

o sonho

arde sozinha

17
Mar13

ii

tenho os sentires bem tapados, mas, mesmo assim, há quem os descubra. não revelam o menor medo de enganos e confiam. ainda não percebi se por burrice ou inteligência. vou deixar bem clara uma coisa, EU SOU UMA MENTIRA. Inteligente, mas mentira.

17
Mar13

...

mergulho no cristal de uma fonte

sempre que sonho

 

as pernas abraçam-me

a pele sufoca-me

e a beleza nos olhos da fonte intimida-me

 

quero ser borboleta

na luz que se acende na fonte

e voar com os

dedos

até ao seu interior

húmido que imagino doce

16
Mar13

...

a boca solar dos incêndios

saboreia as serras e sobe encostas com a língua de veludo

a arrastar rios inteiros de volumes e superfícies

pétalas pérolas e outras pedras preciosas

 

a pele encerada das pratas antigas

brilha incandescente sobre as águas

e corre para florestas de virgens

com pés de pó e mãos de madeira

 

no corpo azul de um livro novo

o cheiro leve e calmo das folhas

adensa os sulcos e vincos nas pratas

 

sobre o linho

sem explicações

repousam margens

16
Mar13

...

por vezes de noite escorre-me entre os dedos um fôlego ao aroma das cores

um respirar ofegante que me

separa o sangue da carne e me olha parado no infinito

 

na realidade são as sombras desse nobre

que me revelam o sentido amarelo das coisas

 

o que foi prazer e vida

é agora homicídio e fogo

heroína silente em veias velhas

 

o corpo definha ao som dos cigarros fumados pelos fôlegos

e as mãos assustam-se ao tocar nas rugas de silêncio e sombra da noite

15
Mar13

i

hoje está um azul de fazer tremer a madeira. a, insistente e persistente, quietude do corpo arrefece o sangue e a alma. estou, emocionalmente, cada vez mais fraco. a cada momento que passa, o silêncio torna-se mais cruél e mais arrepiante.

Pág. 1/3

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